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Vision e Tempest concluem fusão e formam grupo de cibersegurança

A Tempest confirmou o fechamento após aprovação do Cade. A SPX Capital controla o novo grupo, e a Embraer segue como acionista relevante.

A Vision Cybersecurity e a Tempest Security Intelligence concluíram a fusão que criou o Grupo Vision Tempest. A Tempest confirmou o fechamento em sua página institucional, e o CISO Advisor publicou a notícia em 5 de novembro. A operação, anunciada em setembro, recebeu aprovação sem restrições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade. O grupo reúne duas operações brasileiras de cibersegurança sob o controle da SPX Capital, com a Embraer como acionista relevante.

A Tempest informa receita anual de R$ 700 milhões para a companhia combinada. A cifra descreve o faturamento do negócio e é distinta do preço da transação. A Embraer, que controlava a Tempest antes da união, passa a participar do grupo resultante. A Vision surgiu da separação de operações da ISH Tecnologia, do Espírito Santo, e já tinha a SPX como controladora.

Segundo o CISO Advisor, André Fleury permanece como CEO. João Paulo Lins, vindo da Tempest, assume a vice-presidência de Tecnologia e Inovação, com responsabilidade pelo portfólio e pelas plataformas. Marcus Bispo, que liderava segurança e tecnologia na Vision, assume a vice-presidência de Estratégia. São mudanças de liderança anunciadas, enquanto a integração das operações e das ferramentas seguirá nos próximos meses.

Um dos objetivos declarados é aproximar o trabalho de antecipar ameaças dos serviços de monitoramento e resposta. Na prática, uma equipe pode procurar exposições, como um sistema acessível indevidamente, antes de haver incidente. Se surgir um alerta, outra etapa do trabalho é investigar o que ocorreu, acionar a equipe responsável e limitar o impacto. Reunir essas etapas sob um mesmo fornecedor é a proposta do grupo. As empresas ainda precisam definir como sistemas, procedimentos e equipes trabalharão juntos em cada operação.

O plano inclui ampliar a presença na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos, conforme o CISO Advisor. O fechamento formal diz respeito à união entre Vision e Tempest. Os materiais consultados descrevem a intenção de expansão, mas não detalham contratos novos, prazos para a migração de clientes nem mudanças no quadro de pessoal.

Para quem contrata

Para quem contrata serviços de segurança, a integração torna relevante saber quem responde por cada etapa de um incidente. Em uma revisão com fornecedores, por exemplo, vale confirmar se o canal de emergência, as escalas e os prazos acordados continuam válidos e quem autoriza medidas que afetam sistemas críticos. Para as equipes internas, um exercício com um alerta simulado ajuda a identificar em que ponto o atendimento depende de transferência entre áreas e se a responsabilidade está clara.

Para sua carreira

Para profissionais de cibersegurança, a complementaridade entre as empresas mostra o valor de conectar investigação e resposta. Um analista pode demonstrar essa competência com um caso simulado que descreva o sinal inicial, a hipótese investigada, as evidências que descartou e a decisão de escalar. Profissionais de produto ou engenharia também podem mostrar como fizeram duas ferramentas compartilhar eventos ou manter registros auditáveis. As fontes descrevem mudanças no comando, sem apresentar processos seletivos ligados à fusão.

Fonte: CISO Advisor

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