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TOTVS apresenta estudo sobre a distância entre experimentar IA e integrá-la à estratégia

Levantamento da MIT SMR Brasil, apresentado em 13 de outubro, reúne 583 empresas. Os dados divulgados diferenciam uso, coordenação e formação; a análise Orbite mostra como avaliar uma tarefa sem confundir acesso com resultado.

A TOTVS apresentou, em 13 de outubro de 2026, o estudo “Da adoção à escala: a maturidade da inteligência artificial nas empresas brasileiras”, realizado pela MIT Sloan Management Review Brasil. A divulgação ocorreu durante o Universo TOTVS, em São Paulo.

Na apresentação oficial a investidores, a companhia informa uma base de 583 empresas, com participantes das 27 unidades federativas. O material registra que 80% já usam ou testam IA, enquanto 7% a incorporaram à estratégia. Também aponta iniciativas sem coordenação entre áreas em 40% da base e programas estruturados de desenvolvimento de competências em 7%.

São resultados divulgados pelos responsáveis pelo estudo, a partir da amostra pesquisada. Não constituem um censo, nem comprovam o desempenho de um produto. A cobertura de Matheus Bracco no TI Inside, publicada no mesmo dia, descreve os desafios de integração e acompanhamento apresentados no encontro.

Análise Orbite: definir a entrega antes do indicador

A diferença entre experimentar uma ferramenta e incorporá-la ao trabalho pede uma pergunta concreta: qual entrega precisa melhorar? Na análise da Orbite, essa definição ajuda a evitar que a quantidade de acessos seja tratada como evidência suficiente de valor.

Imagine um exemplo hipotético de uma equipe que usa IA para organizar anotações de reuniões. O sistema produz um resumo rapidamente, mas uma pessoa precisa conferir responsáveis, prazos e decisões. Medir apenas o tempo de geração deixaria essa revisão fora da avaliação.

Uma comparação útil pode observar o tempo total até uma versão conferida, as informações corrigidas e a capacidade de outra pessoa compreender o registro. O teste não precisa prometer um ganho financeiro antes de produzir evidência sobre a tarefa.

Para RH: formação ligada a uma prática acompanhada

Na sugestão editorial da Orbite, capacitar uma equipe começa por identificar o que cada pessoa precisa fazer. Preparar informações, avaliar uma resposta e decidir quando interromper o uso exigem orientações diferentes.

Um exercício pode oferecer material fictício, uma entrega esperada e critérios de conferência. Depois da primeira tentativa, o participante explica o que aceitou, o que corrigiu e quais dúvidas permaneceram. O retorno do orientador deve apoiar uma próxima tentativa, com dificuldade proporcional.

Esse percurso permite investigar se a dificuldade está no uso da ferramenta, na compreensão da tarefa ou na ausência de uma referência de qualidade. Presença em treinamento e habilidade demonstrada devem ser acompanhadas separadamente.

Para lideranças: incluir o esforço de coordenação

Uma iniciativa pode funcionar dentro de uma área e criar trabalho adicional em outra. No exemplo do resumo, quem recebe o documento talvez precise pedir esclarecimentos que antes estavam disponíveis na conversa.

A recomendação da Orbite é acompanhar o percurso da entrega: quem prepara, quem revisa, quem recebe e quem resolve uma inconsistência. Uma conversa entre essas pessoas ajuda a localizar o problema antes de ampliar o uso.

Também vale registrar as condições do teste. Mudanças de volume, tipo de material ou experiência dos participantes podem alterar o resultado. Uma conclusão limitada, com contexto, oferece uma base melhor para decidir o próximo passo do que uma promessa universal.

Para profissionais: demonstrar julgamento sobre a saída

Quem quer mostrar competência em IA pode preparar um exemplo com dados fictícios e uma finalidade explícita. Guarde a primeira resposta, indique erros ou omissões encontrados e apresente a versão revisada.

O relato ganha clareza quando explica por que uma informação foi alterada e como a conferência foi feita. Se não houver referência suficiente para validar uma conclusão, diga isso. Reconhecer uma limitação também faz parte da entrega.

Esse material pode ser usado em uma conversa de desenvolvimento ou entrevista, desde que o exercício seja identificado como tal. Não atribua resultados financeiros, clientes ou implantação real a uma simulação.

O que o estudo permite perguntar

A leitura da Orbite é que a divulgação oferece hipóteses para investigar a própria operação. Os percentuais não devem virar metas automáticas de contratação, redução de equipe ou compra de software. A decisão exige entender a tarefa, as condições locais e a evidência produzida.

Fontes e créditos

TOTVS, apresentação oficial do Investor Day de 13/10/2026, páginas 26 a 29: https://ri.totvs.com/en/investor-services/calendar-and-events/totvs-investor-day/

Arquivo disponibilizado pela companhia: https://filemanager-cdn.mziq.com/published/d3be5d49-62e7-4def-a3e1-ab25ff09f153/2702678c-2ab1-44ff-95dd-1abba3a2fda0

Matheus Bracco, TI Inside, reportagem de 13/10/2026: https://tiinside.com.br/13/10/2026/93-das-empresas-nao-aplicam-ia-as-estrategias-de-negocio-aponta-estudo-da-totvs/

Análises, sugestões e exemplo de reunião são próprios da Orbite.

Para quem contrata

Análise Orbite: conecte formação a uma tarefa e observe a capacidade de conferir e corrigir a saída. Acessos e presença em treinamento não demonstram, sozinhos, competência ou resultado.

Para sua carreira

Sugestão Orbite: mostre uma resposta de IA que revisou, explique a referência usada e reconheça o que não conseguiu verificar. Identifique exercícios fictícios e preserve informações confidenciais.

Fonte: TOTVS / MIT SMR Brasil / TI Inside

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