Robótica aproxima estudantes do cotidiano industrial na Semana Caldeira
Durante a Semana Caldeira, o Sistema FIERGS e o SESI-RS promoveram oficinas práticas e um painel sobre robótica e caminhos profissionais. A programação também apresentou dados sobre como jovens gaúchos recebem orientação de carreira.
A robótica educacional ganha outro significado quando os estudantes podem construir, testar e explicar uma solução diante de um desafio concreto. Foi essa experiência que o Sistema FIERGS levou à Casa do Geração Caldeira, em Porto Alegre, durante a Semana Caldeira, em 24 de setembro. A programação combinou oficinas para estudantes de diferentes escolas, demonstrações feitas por alunos e uma conversa sobre as conexões entre educação, indústria e escolhas profissionais.
Com instrutores do SESI-RS, participantes das redes pública e privada trabalharam com a GoGo Board, uma placa de hardware livre e baixo custo usada em projetos de robótica educacional. Uma das atividades foi conduzida por estudantes da equipe Mont, do SESI Montenegro: participantes com os olhos vendados precisavam usar peças para ligar o motor de um protótipo. O formato desloca a oficina da demonstração pronta para a experimentação, em que observar, combinar componentes, dividir tarefas e revisar uma tentativa fazem parte do aprendizado.
Segundo o relato publicado pela FIERGS, os instrutores e estudantes associaram as atividades a criatividade, inovação, autonomia e colaboração. Alunos também participaram como facilitadores, planejando uma oficina e ajudando outros jovens a testar os protótipos. Essa troca importa porque aprender uma tecnologia não se limita a operar equipamentos: explicar uma instrução, escutar a equipe e ajustar o plano são competências que aparecem em muitos ambientes de trabalho.
O Sistema FIERGS organizou ainda o painel “Robótica e o despertar de talentos para a indústria”, com Fernanda Arusievicz, gerente de Tecnologias Educacionais e Empreendedorismo do SESI-RS; Débora Garofalo, educadora; e Aderbal Lima, CEO da Novus Automação. A conversa tratou de projetos escolares ligados a problemas reais e da possibilidade de aproximar jovens das demandas e áreas de atuação existentes no mercado. Os exemplos citados atravessam pesquisa, programação, elétrica e comunicação. Em equipes multidisciplinares, também há tarefas de organização, apresentação e divulgação; por isso, o primeiro contato com robótica não precisa decidir desde cedo que todos seguirão engenharia ou programação.
A FIERGS apresentou um dado de pesquisa própria realizada em 2025 com 1.300 estudantes: segundo a entidade, a maioria buscava orientação profissional principalmente por conta própria, com a família, na internet ou por indicação de conhecidos; a escola aparecia em quinto lugar. A pesquisa, conforme resumida no artigo, não traz percentuais por canal. O resultado sugere uma lacuna de orientação, mas não permite concluir que todos os jovens enfrentem a mesma experiência. No evento, também foi apresentado um mapeamento de 320 iniciativas para a juventude no Rio Grande do Sul, 82 delas ligadas ao Sistema S.
Para a indústria, a aproximação com escolas pode começar antes de uma vaga existir: abrir espaços para conhecer processos, descrever profissões em linguagem acessível, orientar projetos e formar educadores para conectar conteúdos escolares a desafios locais. A oficina é um exemplo de contato, não uma evidência de que participantes estejam prontos para funções industriais nem um anúncio de contratação. As empresas ainda precisam oferecer formação específica, supervisão e critérios claros quando criam uma porta de entrada profissional.
Para estudantes, a cobertura da FIERGS também aponta uma aplicação concreta: experiências técnicas podem revelar interesses e capacidades que ainda não aparecem em uma prova ou currículo. Um projeto bem documentado mostra o problema escolhido, as tentativas, a divisão de tarefas, as mudanças feitas e o resultado. Isso ajuda o jovem a conversar sobre o que sabe fazer, mesmo quando ainda não possui experiência formal. A atividade divulgada ocorreu como parte do evento; a FIERGS não anunciou inscrições abertas para uma turma recorrente ou vagas de emprego associadas a ela.
Para quem contrata
Para RHs industriais, a experiência da Semana Caldeira aponta uma forma de construir relações com escolas antes da abertura de vagas: oferecer desafios reais com escopo seguro, aproximar educadores de ambientes produtivos e mostrar a variedade de ocupações que sustentam uma operação. Um bom programa combina exposição com orientação, acessibilidade, mentoria e informação honesta sobre requisitos. Acompanhe participação, conclusão de projetos e continuidade educacional separadamente de entrevistas e contratações. A oficina relatada pela FIERGS foi uma ação durante um evento; ela não constitui um programa de recrutamento, não indica que os participantes estejam prontos para funções industriais e não anuncia vagas.
Para sua carreira
Para estudantes e pessoas no início da carreira, robótica pode demonstrar mais do que programação: prototipagem, planejamento, pesquisa, elétrica, comunicação e trabalho em equipe aparecem no desenvolvimento de uma solução. Registre a sua contribuição específica, o problema enfrentado, o que não funcionou e como a equipe ajustou o projeto. Esses detalhes transformam uma participação em um exemplo que você pode explicar em uma entrevista. A atividade da Semana Caldeira ocorreu em Porto Alegre durante o evento de 24 de setembro; o artigo da FIERGS não informa nova turma aberta nem processo seletivo. Consulte escolas, SESI-RS ou iniciativas locais para confirmar oportunidades atuais de formação.
Fonte: FIERGS