PMI de serviços do Brasil cai a 44,5 em outubro, menor nível desde 2021
Pesquisa divulgada em 5 de novembro pela S&P Global mostra piora na atividade e nos novos pedidos. O índice passou de 49,2 para 44,5 pontos; leituras abaixo de 50 indicam contração frente ao mês anterior.
O setor de serviços brasileiro perdeu ritmo em outubro, segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgado em 5 de novembro pela S&P Global. A leitura caiu de 49,2 pontos em setembro para 44,5 pontos em outubro, o nível mais baixo desde abril de 2021. A atividade e os novos pedidos recuaram. Os dois resultados ajudam a entender por que a sondagem apontou um mês mais difícil para as empresas participantes.
O PMI é uma pesquisa mensal com empresas. O indicador de atividade reúne as respostas sobre como o nível de trabalho mudou em relação ao mês anterior. Cinquenta pontos marcam a estabilidade; valores abaixo desse patamar indicam contração. O movimento de 49,2 para 44,5 representa uma queda de 4,7 pontos no índice, sem equivaler a uma redução de 4,7% no faturamento ou no volume produzido. Ele ajuda a enxergar a direção da atividade antes de outras estatísticas, mas não substitui a medição da receita ou do volume de serviços.
Segundo o relato da economista Pollyanna de Lima, da S&P Global, divulgado pelo Estadão Conteúdo, as empresas apontaram menor disposição dos clientes para gastar e cancelamento de projetos. Os novos pedidos e a atividade registraram as quedas mais fortes em mais de cinco anos na sondagem. A economista também observou que as empresas tiveram dificuldade para repassar custos aos clientes, e que os preços de venda passaram a subir mais devagar. Essa desaceleração indica que os aumentos perderam intensidade; por si só, não significa que os preços tenham caído.
A leitura conjunta de indústria e serviços também piorou. O PMI composto passou de 47,4 pontos em setembro para 44,4 em outubro. Enquanto o índice composto resume o movimento da atividade nos dois setores pesquisados, a leitura de serviços ajuda a localizar onde houve perda de demanda. Para estimar o efeito sobre o emprego, é preciso consultar dados de admissões, desligamentos ou ocupação. A sondagem de atividade não informa quantos postos foram fechados nem quais empresas mudaram suas equipes.
Para quem contrata
Para quem contrata, vale cruzar o indicador com a carteira real de pedidos e renovações. Uma prestadora de serviços pode comparar contratos assinados, propostas em negociação e projetos adiados antes de rever a escala. Assim, o RH consegue discutir com a operação quais funções têm carga já confirmada e quais dependem da entrada de novos clientes. O agregado nacional dá contexto para a conversa; a decisão depende do tipo de serviço e dos compromissos da empresa.
Para sua carreira
Para profissionais, a diferença entre atividade e emprego ajuda a interpretar manchetes. Quem procura vagas em serviços pode acompanhar quais empresas ainda publicam posições na sua região e que entregas aparecem nos anúncios. Em atendimento ou operação de contratos, por exemplo, um currículo pode mostrar como o profissional organizou prioridades, acompanhou prazos ou lidou com mudanças de demanda. Use exemplos próprios, com resultados que consiga explicar em entrevista.
Fonte: Estadão Conteúdo · via Vitória News
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