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OpenFX estrutura operação própria e equipe no Brasil

Em entrevista publicada em 5 de novembro, a empresa de pagamentos internacionais detalhou a criação de uma entidade brasileira, um pedido de autorização ao Banco Central e os preparativos para um escritório em São Paulo.

A OpenFX está montando uma estrutura própria no Brasil, depois de atuar no país com parceiros. Em entrevista ao Startups publicada em 5 de novembro, Catherine Kaupert, diretora para a América Latina, informou que a empresa abriu uma entidade brasileira e solicitou autorização ao Banco Central para prestar serviços de ativos virtuais. A companhia prepara um escritório em São Paulo. O movimento amplia a presença local de uma empresa que oferece infraestrutura para pagamentos entre países.

Segundo a executiva, a operação brasileira vinha sendo atendida por bancos e provedores de liquidez parceiros. A formação de um time local acompanha a intenção de ampliar a atividade no país. Ela citou compliance e risco entre as áreas em recrutamento e a expectativa de chegada de uma liderança nacional. São informações sobre a estruturação relatadas pela empresa. A entrevista não apresenta uma lista de vagas com prazos de candidatura, nem uma data para início da operação com autorização própria.

No modelo divulgado pela OpenFX, empresas integram seus sistemas à infraestrutura de pagamentos para movimentar recursos entre moedas. A companhia utiliza stablecoins, ativos digitais que buscam acompanhar o valor de uma moeda de referência. O produto é destinado a operações empresariais e depende de integração técnica, disponibilidade de liquidez e parceiros em cada mercado. Os prazos e custos divulgados pela fornecedora precisam ser avaliados para cada rota de pagamento.

A presença no Brasil também se conecta à estratégia de investir em empresas que complementem essa infraestrutura. O braço OpenFX Ventures foi apresentado no site da companhia em 8 de outubro. Na entrevista de novembro, Kaupert detalhou o interesse por parceiros e empresas brasileiras que facilitem pagamentos internacionais. Essa aproximação pode assumir diferentes formatos, como parceria comercial, investimento ou aquisição. A executiva não anunciou um negócio específico com uma empresa brasileira.

A nova estrutura no país é a atualização deste momento. A abertura de entidade, a montagem da equipe e a preparação do escritório indicam etapas de implantação. O pedido de autorização informado pela companhia exige acompanhamento próprio até que haja uma decisão. As fontes consultadas não apresentam um calendário definitivo para concluir esses passos.

Para quem contrata

Para quem contrata em uma fintech que passa a operar localmente, a formação da equipe exige esclarecer a responsabilidade de cada função durante a implantação. Como exemplo de planejamento, uma empresa pode mapear quem valida um novo parceiro, quem resolve divergências na conciliação e quem responde por um pagamento retido para análise. Esse exercício ajuda a dimensionar a cobertura necessária e a definir como os times técnicos, operacionais e de risco trabalham juntos.

Para sua carreira

Para profissionais de pagamentos, a notícia dá contexto à demanda por experiência em operação e controles. Um exemplo de apresentação em entrevista é descrever como você investigou uma divergência entre o pedido de um cliente e a liquidação registrada, indicando os sistemas usados e sua própria responsabilidade. Quem busca uma oportunidade deve conferir o cargo e as condições no canal de carreiras da empresa, pois a estruturação de um time tem etapas distintas de cada seleção.

Fonte: Startups

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