Midori e-Mobi projeta R$ 15 milhões e prepara expansão para o mercado B2B
A startup catarinense prevê faturar R$ 15 milhões em 2026 com scooters e triciclos elétricos e quer estruturar vendas para empresas e revendedores. A parceria com a Leonora Ventures apoia a expansão comercial; a empresa afirma operar com geração de caixa e não ter recebido aporte externo.
A Midori e-Mobi, startup sediada em São José, Santa Catarina, projeta faturar R$ 15 milhões em 2026 com a comercialização de scooters e triciclos elétricos. A previsão foi publicada pelo Startupi em 28 de setembro e representa uma meta da companhia, não receita já realizada ou auditada. O artigo situa o plano em um segmento brasileiro de mobilidade elétrica que ainda é pequeno em volume, embora venha crescendo.
Fundada em 2020, a empresa começou a importar scooters elétricas sob a marca Midori e-Mobi em janeiro de 2025. Até agora, a operação estava voltada principalmente ao consumidor final. A próxima frente planejada é o mercado B2B: venda para empresas, revendedores e parceiros regionais, com uma estrutura comercial que permita chegar a localidades onde a companhia não atua diretamente.
A Leonora Ventures, que acelerou a startup e integra seu portfólio, deverá apoiar marketing, vendas, prospecção de clientes corporativos e aproximação com parceiros. Há uma distinção importante: a matéria informa que a Midori opera com geração de caixa e ainda não recebeu aportes externos. A parceria descrita é de desenvolvimento comercial, não uma rodada de investimento. Segundo o artigo, a empresa considera buscar capital em aproximadamente dois anos; isso é um plano futuro, não uma captação aberta ou concluída.
O contexto de mercado ajuda a dimensionar a oportunidade sem transformar crescimento percentual em garantia de escala. No boletim de emplacamentos de abril, a Fenabrave registrou 5.085 veículos eletrificados de duas rodas no acumulado até março de 2026, ante 3.453 no mesmo período de 2025, alta de 47,26%. O total inclui modelos elétricos e híbridos e parte de uma base reduzida. Esses números descrevem o segmento nacional, não as vendas da Midori nem a demanda já contratada por seus produtos.
A passagem do varejo direto para canais corporativos muda o tipo de operação que precisa funcionar. Além do produto, a empresa terá de coordenar distribuição, disponibilidade de peças, manutenção, garantia, treinamento de revendedores e atendimento após a venda. São exigências gerais do modelo de expansão, não resultados já alcançados pela startup. A projeção de faturamento dependerá da execução desses canais, da procura e da capacidade de manter a qualidade nas novas regiões.
Para profissionais e equipes de RH, o caso oferece um exemplo de como a expansão de uma empresa pequena pode alterar as competências necessárias: vendas consultivas, gestão de canais, logística, manutenção e experiência do cliente tendem a ganhar importância quando um negócio passa a atender outras empresas. A reportagem, porém, não anuncia novas contratações. Quem trabalha nessas áreas pode organizar exemplos concretos de abertura de canais, redução de falhas e atendimento a clientes empresariais, sem presumir que a Midori esteja recrutando.
Para quem contrata
Acompanhe a diferença entre projeção de faturamento, parceria de aceleração e capital efetivamente captado. A entrada em B2B costuma exigir competências e rotinas comerciais, logísticas e de pós-venda diferentes das vendas ao consumidor. Se sua empresa avalia uma mudança semelhante, valide demanda, cobertura regional, garantia e capacidade de atendimento antes de ampliar a operação. A notícia não confirma novas vagas na Midori.
Para sua carreira
Para quem atua em vendas, logística, manutenção ou atendimento, a expansão de canais B2B valoriza exemplos de relacionamento com empresas, organização de distribuidores, gestão de estoque e resolução de problemas após a venda. Prepare resultados que você consiga explicar e medir. A Midori não anunciou vagas nesta matéria; acompanhe os canais oficiais da empresa para oportunidades confirmadas.
Fonte: Startupi