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Seguradora argentina avança para investir em fundo regional de startups

A cooperativa La Segunda, de Rosario, informou que avança para entrar como investidora em um fundo ligado à Mundi Ventures. O veículo tem meta de US$ 100 milhões; o valor e a conclusão da participação da seguradora ainda não foram divulgados.

A seguradora cooperativa La Segunda, sediada em Rosario, na Argentina, informou que avança para se tornar investidora em um fundo de venture capital administrado pela Mundi Ventures. A notícia foi publicada em 1º de outubro pelo The Startup Journal, após o InnLab Day, encontro do laboratório de inovação da seguradora. La Segunda não informou o valor que pretende aportar nem quando a entrada será concluída.

O veículo regional citado na reportagem tem como meta reunir US$ 100 milhões. O número é o tamanho-alvo do fundo, não o cheque da seguradora. A matéria relaciona o movimento ao LatAm Fund I, primeiro fundo da gestora dedicado exclusivamente à América Latina e ao Caribe. A Mundi anunciou em março seu primeiro fechamento, ancorado pelo BID Invest, pela espanhola COFIDES e por grupos seguradores da região. A participação de La Segunda nesse fechamento não foi confirmada na comunicação original do fundo.

O LatAm Fund I informa que investirá em empresas de tecnologia ligadas a fintech, insurtech, healthtech, clima e áreas próximas, com foco em soluções para ampliar acesso a serviços financeiros e de proteção. Segundo o The Startup Journal, a estratégia contempla estágios entre post-seed e Série B e prevê apoiar de 12 a 15 startups. A presença de uma seguradora como investidora pode conectar capital a conhecimento de risco, distribuição e possíveis ambientes de teste, mas cada parceria depende de acordos próprios.

O movimento se soma ao trabalho de inovação aberta da La Segunda. A seguradora opera o InnLab, que conecta startups a unidades internas para testar soluções. A companhia disse ter investido US$ 272 mil em 24 pilotos entre 2024 e 2026, dos quais nove foram ampliados. O retorno de US$ 10 milhões citado na reportagem também é um dado atribuído à empresa, sem validação independente apresentada no texto. Um piloto bem-sucedido ou uma métrica autorrelatada não deve ser tratado automaticamente como contrato de escala ou resultado financeiro comprovado.

Um exemplo é a Uiflou, startup que usa inteligência artificial e visão computacional para identificar situações associadas a lesões em ambientes industriais. A La Segunda acompanha a empresa desde uma hackathon em 2018 e entrou em seu capital em 2025 junto com investidores-anjo, segundo o relato publicado. Esse caso mostra uma rota que pode preceder o venture capital tradicional: uma startup testa uma solução com uma empresa, desenvolve experiência operacional e depois avalia outras formas de financiamento ou expansão.

Para a seguradora, participar de um fundo pode diversificar a busca de inovação para além dos projetos originados no próprio laboratório. Para a gestora, um investidor corporativo pode oferecer experiência de setor e conexões comerciais, além de capital. Já para as startups, a vantagem potencial é ter acesso a conhecimento de mercado e a clientes corporativos. Essas possibilidades não são automáticas: é preciso acompanhar quais empresas recebem aportes, em que termos e se os pilotos se convertem em contratos ou receita.

A distinção entre investimento direto, participação em um fundo e contratação de uma startup é importante. No investimento direto, o investidor coloca capital em uma empresa específica. Ao investir em um fundo, ele entrega recursos a uma estrutura que seleciona várias empresas segundo uma tese. Em um piloto de inovação, uma corporação testa ou contrata uma solução; isso, por si só, não significa compra de participação acionária. A notícia sobre La Segunda descreve uma intenção em avanço, sem divulgar cheque fechado.

A matéria não anuncia vagas na seguradora, na Mundi Ventures ou nas startups do portfólio. O desenvolvimento de insurtech e saúde digital pode aproximar profissionais de seguros, análise de risco, dados, produto, segurança do trabalho e desenvolvimento de software. Para acompanhar o negócio, os próximos dados relevantes são a confirmação formal da entrada, o valor investido, os critérios de seleção do fundo e as empresas latino-americanas que vierem a receber capital.

Para quem contrata

Ao avaliar parcerias com startups, separe piloto, contrato de fornecimento e investimento societário. Defina objetivo, métricas, responsabilidade sobre dados e critério para avançar. O fundo tem meta de US$ 100 milhões, mas o aporte de La Segunda não foi divulgado nem confirmado como concluído.

Para sua carreira

O ecossistema de insurtech combina seguros, risco, dados, produto, tecnologia e prevenção. Para se preparar, mostre como você entende uma operação real e transforma uma necessidade em piloto mensurável. A notícia descreve uma iniciativa de investimento, não vagas abertas.

Fonte: The Startup Journal