Iguatemi e Catuaí anunciam hotel Four Seasons e residências no Itaim Bibi
A Iguatemi prevê desembolsar R$ 300 milhões entre 2027 e 2030 por sua participação de 44% no empreendimento. A abertura depende do cronograma e das aprovações.
A Iguatemi anunciou em 5 de novembro que vai desenvolver com o Grupo Catuaí um complexo com hotel e residências sob a marca Four Seasons no Itaim Bibi, em São Paulo. A companhia prevê desembolsar cerca de R$ 300 milhões de 2027 a 2030 por sua participação de 44%. O projeto marca a entrada da Iguatemi na hotelaria, com abertura prevista para o fim de 2030, condicionada ao cronograma de desenvolvimento e às aprovações necessárias.
Uma controlada da Iguatemi participa por meio de uma sociedade de propósito específico, uma empresa criada para concentrar o desenvolvimento desse projeto. A Catuaí aporta experiência em incorporação imobiliária, enquanto a Iguatemi entra com experiência em propriedades de uso misto e relacionamento com marcas de luxo. A operação do hotel ficará a cargo da Four Seasons.
O terreno tem cerca de 3,7 mil metros quadrados e fica entre as ruas Amauri e Jerônimo da Veiga, perto da avenida Faria Lima. O projeto de 26 andares, assinado pelo escritório David Chipperfield Architects, prevê 104 acomodações hoteleiras e 35 apartamentos equipados com acesso a serviços do hotel. Os compradores desses apartamentos poderão aderir ao programa de locação da Four Seasons. O complexo terá ainda dez unidades residenciais, incluindo uma cobertura, além de restaurantes, espaço para eventos e instalações de lazer.
Segundo Circe Bonatelli, do Broadcast, o investimento total estimado, incluindo terreno, obras e acabamento, é da ordem de R$ 1 bilhão. Os R$ 300 milhões divulgados pela Iguatemi são os desembolsos que a companhia estima para a sua própria participação. A reportagem também informa que o projeto está em licenciamento. O fato relevante não apresenta cronograma de contratação nem quantidade prevista de empregos.
A aposta leva a Iguatemi a um tipo de operação com exigências diferentes das de um shopping. Nesse caso, hospedagem, residências e serviços vão dividir o mesmo empreendimento. O documento da empresa descreve um projeto específico em São Paulo, e o presidente do conselho disse ao Broadcast que o investimento, por si só, não indica a criação de uma divisão de hotelaria com atuação em outros mercados.
Para quem contrata
Para fornecedores e equipes de contratação, vale acompanhar separadamente os marcos de desenvolvimento e os de operação. Uma empresa de engenharia interessada no projeto, por exemplo, pode se preparar para demonstrar experiência com instalações que atendam simultaneamente hóspedes, moradores e áreas abertas ao público. A composição da equipe de recepção, governança ou gastronomia só pode ser avaliada quando a operadora divulgar como pretende estruturar o serviço. O valor anunciado não permite calcular vagas.
Para sua carreira
Profissionais de construção e hotelaria podem usar o anúncio para mapear competências de longo prazo. Em obras de uso misto, um portfólio que explique como foram coordenadas instalações e entregas entre equipes tende a dizer mais sobre a experiência do que uma lista de projetos. Em hospitalidade, exemplos de atendimento em outro idioma, resolução de solicitações e operação de eventos ajudam a evidenciar competências transferíveis. Para candidaturas, o sinal a acompanhar é a abertura de processos seletivos nos canais oficiais das empresas envolvidas.
Fonte: Iguatemi S.A. · Fato relevante na CVM
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