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Gás Verde prevê terminar em dezembro as obras da usina de biometano em Igarassu

Projeto pernambucano com financiamento anunciado em maio de 2025 deve entrar em operação no início de 2027, segundo cronograma divulgado nesta semana. A planta aproveitará o biogás de aterro para abastecer clientes industriais.

A Gás Verde prevê terminar em dezembro de 2026 as obras da sua usina de biometano em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, e começar a operar no início de 2027. O Movimento Econômico publicou a previsão em 4 de novembro. A data de término da obra já havia sido apresentada em outubro em encontro da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE). O início de operação em 2027 atualiza a expectativa anterior, que apontava para o segundo semestre de 2026.

A usina será instalada no Ecoparque Pernambuco para aproveitar o biogás que se forma quando a matéria orgânica do aterro se decompõe. O projeto direciona esse gás para equipamentos que removem parte de seus componentes, como o dióxido de carbono, para obter um combustível com concentração maior de metano. Depois de tratado, o biometano pode ser usado em processos industriais compatíveis. É essa etapa de purificação que permite transformar o gás captado no aterro em produto para outros estabelecimentos.

A FIEPE informou que a capacidade prevista é de cerca de 46 mil metros cúbicos por dia e que o projeto poderá atender polos industriais em um raio de até 150 quilômetros. A capacidade indica quanto a planta foi dimensionada para produzir. O volume disponível para cada cliente dependerá dos contratos, da produção efetiva e da logística. Em maio de 2025, o BNDES anunciou a aprovação de R$ 90,2 milhões em crédito para o projeto, dos quais R$ 72,2 milhões correspondem a recursos do Fundo Clima.

Segundo o Movimento Econômico, mais de 60% da produção prevista já havia sido negociada. A Mondelēz Brasil planeja usar o combustível na fábrica de Vitória de Santo Antão e a Stellantis ampliou seu acordo de fornecimento com a Gás Verde para atender ao polo de Goiana. A atualização do cronograma ainda não traz uma data para a primeira entrega. O término da construção, os testes dos equipamentos e o começo do fornecimento são marcos que podem ocorrer em momentos diferentes.

Para quem contrata

Para equipes de operações, compras e RH que avaliam uma troca de combustível, o cronograma de fornecimento pode ajudar a ordenar o trabalho. Em uma fábrica, manutenção e segurança podem testar a compatibilidade dos equipamentos, revisar procedimentos e treinar quem acompanha a partida antes de ampliar o consumo. Vale pedir ao fornecedor as datas previstas de teste e de entrega e definir como manter a produção caso uma dessas etapas atrase.

Para sua carreira

Para quem tem experiência em utilidades industriais, instrumentação ou manutenção, projetos desse tipo ajudam a identificar competências aplicáveis, como leitura de diagramas de tubulação, acompanhamento de pressão e controle de qualidade do gás. O BNDES divulgou estimativas de pessoal em 2025, mas a atualização desta semana trata do cronograma da planta. Quem tiver interesse na área pode acompanhar os canais de recrutamento dos operadores e fornecedores para identificar vagas efetivamente abertas.

Fonte: Movimento Econômico

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