Confiança empresarial cai pelo quarto mês seguido, aponta FGV
O índice de outubro caiu 0,3 ponto, a 89,8. A avaliação do presente piorou, enquanto as expectativas melhoraram, apoiadas pela perspectiva de negócios a seis meses.
A confiança empresarial caiu pelo quarto mês consecutivo em outubro de 2026. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE recuou 0,3 ponto, para 89,8, segundo boletim publicado em 3 de novembro. A avaliação das condições correntes puxou a leitura para baixo. O componente de expectativas subiu, mas a melhora se concentrou no horizonte de seis meses. A sondagem mostra uma diferença entre o que as empresas percebem hoje e o que esperam para adiante.
O ICE reúne respostas das sondagens da indústria, dos serviços, do comércio e da construção. A coleta de outubro foi feita entre os dias 1º e 27. O resultado é expresso em pontos, em uma série padronizada cuja média de referência é 100 no período de julho de 2010 a junho de 2015. A leitura mensal, com ajuste sazonal, procura reduzir a influência de padrões recorrentes do calendário. Na média móvel de três meses, que suaviza as oscilações de um único mês, o índice caiu 0,6 ponto, na segunda baixa consecutiva.
O indicador que resume a situação atual recuou 1,1 ponto, para 89,6. Pioraram tanto a satisfação com os negócios quanto a avaliação da demanda corrente. Já o indicador de expectativas subiu 0,6 ponto, para 90,2, depois de três quedas. A perspectiva para os negócios a seis meses avançou 1,2 ponto. A expectativa para a demanda nos próximos três meses ficou estável. A diferença entre esses horizontes ajuda a entender por que o otimismo para um período mais distante conviveu com uma leitura mais fraca das condições do mês.
Entre os setores, o comércio teve o maior avanço mensal, de 1,8 ponto, para 83,1, embora sua média móvel trimestral ainda tenha recuado. Serviços e construção registraram altas de 0,1 e 0,2 ponto. A indústria caiu 0,3 ponto, para 91,0, com piora da avaliação do presente. No conjunto, 24 dos 49 segmentos pesquisados registraram melhora. O boletim ajuda a acompanhar a percepção empresarial por atividade. A evolução das vendas, da produção e do emprego exige a leitura das respectivas séries de dados.
Para quem contrata
Para quem planeja contratações, a pesquisa pode orientar perguntas sobre o setor e o prazo em que a demanda adicional é esperada. Um varejista que observou melhora nas encomendas, por exemplo, pode cruzar seu volume de pedidos com a ocupação das equipes e testar dois cenários de escala. Usar os dados da própria operação ajuda a definir quando o aumento da carga justificaria uma vaga e quando a necessidade é pontual.
Para sua carreira
Na busca de trabalho, o recorte por setor ajuda a escolher empresas para pesquisar. Vale olhar se os negócios que interessam divulgam expansão local, vagas com prazo ativo ou reforço de equipes para datas específicas. Para entrevistas, um profissional de operações ou comércio pode preparar um exemplo de como adaptou estoque, atendimento ou capacidade a uma variação de demanda e explicar como verificou o resultado.
Fonte: FGV IBRE
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