BP e Clariens firmam acordo para desenvolver pós-graduação em saúde
A Beneficência Portuguesa de São Paulo e a Clariens Educação planejam ofertar formação médica continuada em uma operação conjunta. A conclusão do negócio depende de aprovação regulatória.
A BP, Beneficência Portuguesa de São Paulo, firmou um acordo com a Clariens Educação para desenvolver cursos de pós-graduação e programas de formação continuada na área de saúde. A parceria, divulgada em 5 de novembro pela Agência Estado, prevê uma operação conjunta voltada ao ensino. A conclusão ainda depende das aprovações regulatórias aplicáveis. O anúncio indica que o hospital pretende ampliar sua atuação na formação de profissionais além dos cursos que já oferece.
Segundo a BP, a proposta é reunir o corpo clínico, a infraestrutura e a produção científica da instituição com a estrutura de ensino da Clariens. A operação prevê montar o portfólio em etapas e também considera projetos de cooperação acadêmica, pesquisa e inovação. Uma operação conjunta desse tipo, conhecida como joint venture, permite que as instituições colaborem em uma atividade definida. O anúncio descreve essa atividade no campo da educação, sem divulgar a estrutura societária nem como seriam repartidos os investimentos e as responsabilidades.
A Clariens é controlada pela gestora Mubadala Capital e tem foco em ensino superior, com atuação em educação médica. Em seu site institucional, lista instituições em estados como Bahia e Goiás e descreve experiências com clínicas-escola. A BP já atua na formação de profissionais de saúde por meio da Faculdade BP. A instituição anunciou anteriormente sua graduação em Enfermagem e mantém iniciativas de ensino e simulação para profissionais. Essas atividades precedem o acordo e ajudam a entender os recursos que cada lado pretende aportar.
A expansão por meio de uma parceria com um hospital envolve combinar rotinas acadêmicas e assistenciais. A composição dos cursos pode exigir decisões sobre corpo docente, supervisão e disponibilidade de ambientes de prática. Esses pontos terão de ser detalhados para cada programa. A divulgação do acordo não apresenta lista de cursos, datas de matrícula, modalidades ou valores. Também não detalha vagas de trabalho decorrentes do projeto. Os programas já existentes seguem seus próprios calendários de divulgação.
Para quem contrata
Para hospitais e empresas que contratam profissionais de saúde, uma forma de avaliar futuras turmas é cruzar a proposta de formação com necessidades observadas na equipe. Se a prioridade for desenvolver supervisores, por exemplo, o RH pode conferir se o curso oferece prática supervisionada e como avalia competências. Também pode planejar liberação de horários e cobertura de escalas quando tiver acesso à carga horária e ao calendário da turma.
Para sua carreira
Para profissionais de saúde que avaliam uma pós-graduação, a abertura de turmas será a etapa que permitirá comparar requisitos, horários, prática e certificação. A área de atuação e a experiência do corpo docente também pesam na escolha. Quem já trabalha em escala pode preparar uma lista de horários possíveis e dos objetivos de aprendizagem antes de comparar os editais. Isso facilita distinguir cursos introdutórios de programas com atividades práticas que exigem disponibilidade presencial.
Fonte: Agência Estado via UOL Economia
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